Saudade Sim! Tristeza Não!

No dia da minha mudança pro Rio, minha mãe, com lágrimas nos olhos, no momento exato da despedida, disse: "sentiremos saudade sim, tristeza não! Desde então, tento seguir mais um sábio conselho dela, porém, pressenti: "será mais difícil do que eu pensava". E está sendo!
Hoje, 30 de janeiro, é dia da saudade. Quando lembrei disso, pensei imediatamente nas pessoas queridas que estão longe, neste e noutros planos da vida, e me entristeci, mas pensei também nas palavras da minha mãe.
Na prática, é muito difícil não sentir melancolia, pelo menos pra mim, ao lembrar de algum momento bom vivido ao lado de alguem significativo. Dentre tantos momentos que merecem ser guardados no escaninho da minha memória lembro, por exemplo, de ficar puxando a barba branca do meu avô; do colo da minha avó preta; dos cachorros-quentes que meu pai trazia de madrugada; do cheiro ímpar da minha mãe; das brigas com meu irmão quando éramos pequenos; das conversas intermináveis com amigos por demais queridos; da primeira vez que toquei meu amor... e por aí vai. Momentos longe e perto, no tempo cronológico.
Ao final, percebo ser muito melhor sentir saudade das coisas feitas e das pessoas convividas do que sentir arrependimento de não ter me permitido vivenciá-las, aí sim, motivo de tristeza.
E percebo também que a vida é exatamente esse conjunto de laços que vamos criando ao longo do tempo, é isso que dá sentido a nossa existência. Fico pensando nas pessoas que simplesmente não se permitem gostar, chorar, sofrer até, por alguém. O que somos sem a imprescindível interdependência entre os seres, fazendo-nos (re)ver constantemente nossos paradigmas e objetivos?
Quanto maior a intimidade, maior a saudade. Quanto mais significativos forem os momentos e as pessoas em nossas vidas mais o peito aperta (literalmente), quando ocorre a famigerada ausência. No entanto, como diz a canção, "ter saudade é melhor que caminhar vazio" (tô meio brega hoje, hein?). E a tecnologia, com todas as duvidosas "vantagens" modernas, tranquiliza os corações afins.
É isso, tenho muita saudade, mas sei que, em relação a minha mudança, fiz a escolha certa quando a vida me cobrou uma atitude tão radical, e olha que nem sempre ela nos oferece opção. Fico feliz por eu ter aproveitado essa.
Encerro com o desejo de apertar ainda mais os nós da minha "colcha de retalhos" que me faz sentir saudade dos seres e momentos que amo e são (sempre tempo presente) significativos para que eu me mantenha suspenso no ar nesta vida louca e maravilhosa vida. Além dos pontuais versos do meu amigo Amador Ribeiro Neto:
assimHoje, 30 de janeiro, é dia da saudade. Quando lembrei disso, pensei imediatamente nas pessoas queridas que estão longe, neste e noutros planos da vida, e me entristeci, mas pensei também nas palavras da minha mãe.
Na prática, é muito difícil não sentir melancolia, pelo menos pra mim, ao lembrar de algum momento bom vivido ao lado de alguem significativo. Dentre tantos momentos que merecem ser guardados no escaninho da minha memória lembro, por exemplo, de ficar puxando a barba branca do meu avô; do colo da minha avó preta; dos cachorros-quentes que meu pai trazia de madrugada; do cheiro ímpar da minha mãe; das brigas com meu irmão quando éramos pequenos; das conversas intermináveis com amigos por demais queridos; da primeira vez que toquei meu amor... e por aí vai. Momentos longe e perto, no tempo cronológico.
Ao final, percebo ser muito melhor sentir saudade das coisas feitas e das pessoas convividas do que sentir arrependimento de não ter me permitido vivenciá-las, aí sim, motivo de tristeza.
E percebo também que a vida é exatamente esse conjunto de laços que vamos criando ao longo do tempo, é isso que dá sentido a nossa existência. Fico pensando nas pessoas que simplesmente não se permitem gostar, chorar, sofrer até, por alguém. O que somos sem a imprescindível interdependência entre os seres, fazendo-nos (re)ver constantemente nossos paradigmas e objetivos?
Quanto maior a intimidade, maior a saudade. Quanto mais significativos forem os momentos e as pessoas em nossas vidas mais o peito aperta (literalmente), quando ocorre a famigerada ausência. No entanto, como diz a canção, "ter saudade é melhor que caminhar vazio" (tô meio brega hoje, hein?). E a tecnologia, com todas as duvidosas "vantagens" modernas, tranquiliza os corações afins.
É isso, tenho muita saudade, mas sei que, em relação a minha mudança, fiz a escolha certa quando a vida me cobrou uma atitude tão radical, e olha que nem sempre ela nos oferece opção. Fico feliz por eu ter aproveitado essa.
Encerro com o desejo de apertar ainda mais os nós da minha "colcha de retalhos" que me faz sentir saudade dos seres e momentos que amo e são (sempre tempo presente) significativos para que eu me mantenha suspenso no ar nesta vida louca e maravilhosa vida. Além dos pontuais versos do meu amigo Amador Ribeiro Neto:
saudades sim
simples
como um brinco tupiniquim
um coco de roda
cirandas voltas de tu em mim