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terça-feira, fevereiro 06, 2007

Renascendo, ressurgindo


Estamos entrando na primavera. Eu e o velho mundo. Ou melhor, eu e todo mundo.
O clima está mudando rapidamente. A cidade já parece outra. Apesar do frio que ainda está, já se sabe que é por pouco tempo, que agora a tendência é florescer tudo, é abrir o casaco e deixar entrar um solzinho, desses que esquenta a alma.
Até o colorido dos dias já está mais bonito. Nem mesmo a chuva tem mais aquele dom de nos colocar em casa, abrigadas e entediadas, como vinha sendo nos últimos meses.
Não dá pra negar que o clima interno, ou seja, o astral, ou humor, ou como é que se queira chamar, é afetado pelo externo. No começo do inverno fazia menos frio do que agora, mas os rostos, simplesmente pelo fato de saber que ainda ia piorar, eram bem mais fechados e tristonhos. Agora, pelo contrário: as pessoas estão novamente pelas ruas, em um movimento de vai-e-vem que não via tão intenso desde o começo de novembro.
O dia de São José (19/03), tão importante pra nós nordestinos (se chover nesse dia, o inverno vai ser bom), aqui no velho mundo marca o começo da primavera, e ganhou pra mim uma nova dimensão.
Em Valencia, especificamente, é festejado com muito fogo, que é usado para levar embora as coisas más e trazer boas energias. É a festa de Fallas. Pelo que pude ver, é a época mais celebrada por aqui. Mais até do que as festas de fim de ano.
Hoje essa festa me faz muito sentido. Com a certeza do tempo melhor, ou melhorando, a gente se sente renascer. Quase como se fôssemos uma fênix.

...

Em tempo: Para mim, além de tudo isso, a primavera trará também minha mãe, que virá passear e depois me guiar na volta para João Pessoa.

11 Comentários:

Anonymous Jânsen disse...

Fico feliz por inaugurar o comentário deste texto, coisa que não tenho conseguido fazer por falta de tempo.
Lendo o texto de Silvia percebo o tanto da influência que o meio tem sobre o ser humano. Acho que - aliás, aposto que - Silvia deve compartilhar dessa minha idéia. O modo de ser, de ver, de sentir o mundo recebe uma grande parcela de influência do meio, sobre como nós, seres humanos, encaramos as coisas da vida e a própria vida.

PS: Silvia está sendo a melhor correspondente que poderíamos ter na Europa. Digo, sem medo, que Silvia é uma grande artísta, pela sua maneira singular de captar as coisas, e traduzi-las através de suas palavras certeiras.

9:33 PM  
Anonymous Leo disse...

Acredito que seja complicado caímos na idéia quase behaviorista do condicionamento pelo meio. Sem dúvida, o meio é fator importante para desenvolvermos nossas capacitadas, mas não determinante. Se assim o fosse, cairíamos no reducionismo de acreditar que todo aquele que vive sem o mínimo de conduções culturais, educativas e sociais, seria bandido e/ou incapaz de vivenciar experiências fora daquele circuito. A contrapartida tambem é verdadeira. Nem sempre quem tem todas as condições do meio para ser uma pessoa interessante o é!
Acredito que há, e a ciência prova a cada dia, sutilezas que rompem com a lei da ação e reação. O homem a cada dia se permite mais.
É, esse texto requer muita discussão...

10:11 AM  
Anonymous Silvia disse...

Gostei da discussão proposta... Pensei que tinha falado uma coisa muito lugar comum... ;)

Não quis falar que o meio ambiente determina o ser humano... mas a influência sigo dizendo que é inegável. Mas que fique claro que estou falando do clima/temperatura, e que estou falando da passagem do inverno para a primavera. Talvez a coisa seja ainda mais específica: passagem do inverno para a primavera na europa, ou na espanha, ou em valencia, ou em mim...
O tema que propuz era um pouco mais superficial do que diz o behaviorismo... Estou falando de astral, quase um ponto de vista esotérico.
Mas vou ficar pensando se entendo o mundo de maneira determinista...

10:23 AM  
Anonymous Leo disse...

rsrsr
Acho que viajei demais, né?
Na verdade, eu fuji do tema "mudança de clima", pra entrar noutros aspectos que tambem podem estar interligados, entendeu? Desculpa se fui longe.
Não tem nada haver ficar pensando se voce "entende o mundo de maneira determinista", não foi isso que quis dizer, e isso, sem dúvida, não é o que aparece no seu texto, apenas quis aplicar tua pontual e pertinente observação sobre as mudanças no meio.
Usei o termo "behaviorismo" por simples falta de um mais apropriado, na hora.
Mas a discussão é válida, não?
rsrs

11:00 AM  
Anonymous Jânsen disse...

Quanto a minha opinião, pelo menos, é a de que o meio 'influência' o ser humano. Veja bem, tem influência, não que seja 'determinante' no sentido mais rígido do termo, como se, por exemplo: você que nasceu na favela vai ser bandido, não tem saída. Se poucos conseguem fugir desse destino, outros motivos, mas que o meio o influenciava para que assim fosse, não tenho dúvidas.
Se restringirmos a discussão para a mudança de clima, continua na mesma. O clima tem influencia nas pessoas, e talvez esta seja uma influência mais determinante ainda do que o fator 'social'. Por exemplo, as interações sociais num país tropical são diferentes das de um país de clima frio.
Bem, esse tema está dando uma ótima discussão, estou cheio de idéias, como no começo do tempo no mundo-blog-transitar.
hheheheh!

11:12 AM  
Anonymous Silvia disse...

Nunca pensei que esse texto pudesse provocar tanto... hehehe

Bom... concordo com Jansen quando ele fala que as relações sociais sao diferentes entre os países. Me pergunto se pode ser o clima, mas...

Pensando em termos de Brasil-Espanha, posso dizer que nosso espírito festivo é bem maior, que estamos mais preparados para nos misturar com as pessoas na rua, e talvez por isso recebemos como família pessoas que nunca tínhamos visto antes. Isso é ainda mais diferente se pensamos em países mais ao norte. Será que isso é por causa do clima? Ou por questões históricas? Ou tudo junto?
O clima frio fecha as pessoas em casa, isso é fato. Outra coisa é que só saímos de casa se vamos fazer algo específico, ou seja: mais objetivo. Isso pode se tornar cultural?

Agora sou eu que estou viajando demais... hehehe

11:32 AM  
Anonymous Leo disse...

O fato é que as regras estão sendo quebradas. O que era exceção está se tornando cotidiano.
É cada vez maior o número de pessoas que burlam o meio social em que vivem e caminham na "contra-mão" (isso em todos os níveis sociais e culturais).
A discussão vai longe...
Sabemos que existem teóricos que estudam os efeitos do clima de um país/região em tudo: na arte, no comportamento...
Só pra fechar este coment, lembro a bela e extremamente discutível frase: "Não existe pecado do lado de baixo do Equador".
Eita! As viagens estão cada vez mais excitantes. rsrsrs
.
Abração nos dois!!!

12:07 PM  
Anonymous Leo disse...

Outra coisa é "o que pode se tornar cultural".
Aqui no Rio, por exemplo, todos os fins de tarde quentes, como os de agora, as calçadas e seus bares ficam lotadas.
Parece incrível, mas ninguém fica em casa mesmo. O calor e o clima úmido da cidade coloca todas as baratas pra fora. rsrsrs
Dizem que "cariocas não gostam de dias nublados", tenho percebido isso. É cultural!

12:11 PM  
Anonymous Silvia disse...

Minha cabeça tá na contra-mão...
Assim como cada vez mais gente muda um destino que pelas condições externas seria imutável, saindo da 'lama' para o outro extremo, tem gente fazendo o oposto.
Qual será o grande atrativo de fazer o contrário???

12:58 PM  
Anonymous Leo disse...

Acredito que o primeiro é "não cair na mediocridade", ou seja, "ser mais um na multidão".

Quanto a alusão à "lama", é como já foi dito "Da lama ao caos, do caos à lama". O difícil é manter-se íntegro(?) e equilibrado(?) no meio disse tudo, não?

PS: Meu deus, acho que este texto não cessa de me dar idéias...

2:34 PM  
Anonymous Silvia disse...

Equilíbrio??? O que é isso quando se tem a sensibilidade à flor da pele??? hehehehe

4:37 PM  

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